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| 21/02/2007 |
Sumário
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O GESTO VOCAL: a arquitetura de um ato teatral – 21/02/2007- texto de 2006
A Influência dos Medicamentos na Voz. Parte I e II - 11/11/2006
Texto de 2000.
Efeitos da Contaminação Atmosférica sobre a Voz. Estudo na cidade do México em grupos de alto risco – 08/11/2006
Texto de 1997.
Era uma vez .... a voz. 05/11/2006
Livro de 2000.
Som e sentido, caminho de mão dupla. 24/09/2006
Texto de 2006.
Efeito expressivo das variantes estilísticas do /r/ - 24/09/2006
Texto de 2006.
Preceitos, conseqüências e sugestões no entendimento da expressividade oral 24/09/2006 – Parte I e II.
Texto de 2005.
Estilos de fala em diferentes usos profissionais - 24/09/2006
Texto de 2003
Voz e Ambiente - 24/09/2006
Texto de 2003
Biossegurança: Proposta para o Estabelecimento de Rotina em Audiologia. 24/09/2006
Texto de 2002.
A carreira docente e alteração vocal: dados de freqüência, início e quantidade de fala diária - 15/09/2006
Texto de 2002.
É possível desenvolver sua capacidade de falar bem? e ao público? - 15/09/2006
Texto de 2002.
Escrito por Izabel Viola às 09h56
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O GESTO VOCAL: a arquitetura de um ato teatral
Tese de doutorado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem, PUC_SP, 2006
Escrito por Izabel Viola às 09h54
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| 11/11/2006 |
A Influência dos Medicamentos na Voz.
Autoria: Izabel Viola e André Duprat.
Resumo do texto publicado em COSTA HO; ANDRADA MA. (Org.). Voz Cantada: evolução, avaliação e terapia fonoaudiológica. São Paulo: Lovise, 2000.
Há uma grande variabilidade na resposta individual às drogas, tanto qualitativa como quantitativa, de acordo com diversos fatores como: idade, composição, tipo de função, herança genética, bioquímica, nível de stress, doença, interação droga/droga e status nutricional. O paciente deve sempre ser analisado individualmente.
I. Intenção
Efeito estimulante - anfetaminas, os andróginos, a cocaína, os hormônios tireoideanos, a cafeína, pequenas doses de álcool e a fenilpropanolamina (agente ativo dos descongestionantes nasais sistêmicos e de medicamentos para diminuir o apetite). Ação na fala e na voz – aceleração do ritmo e prosódia insegura e muitas vezes desequilibrada. Pela labilidade emocional a voz é de intensidade não compatível com o contexto - mais intensa que o esperado - além de exprimir um maior nervosismo com tremor na emissão e articulação mais fechada. A extensão e a tessitura vocal tendem a ficar mais restrita embora o uso preferencial de registros mais elevados, mudanças na intensidade e maior variação na curva melódica, se não exageradas, confiram outra impressão à emissão.
Efeito sedativo - tranqüilizantes (benzodiapínicosezinas), betabloqueadores, antidistônicos, álcool, barbitúricos e maconha. Ação na fala e na voz – diminuição da velocidade da fala e da intensidade vocal. Pouca variação na curva melódica, qualidade monótona e registro mais basal.
II. Coordenação
A coordenação geral, oferecida pelo cerebelo, representa a interação e integração entre os diversos sistemas que atuam no momento da fala: gerência a produção da pressão expiatória gerada nos pulmões, a movimentação e o tônus de oclusão glótica, a movimentação da faringe, palato, língua e mandíbula, ressonância e articulação.
Derivados dos opiáceos, barbitúricos, álcool e maconha - ação sinérgica da coordenação. Agentes antipsicóticos ou tranqüilizantes como o chlorpromazine, thioridazine e o haloperidol - tremor vocal.
Benzodiazepínicos - ativação da musculatura laríngea e respiratória.
III. Aferência
Analgésicos sistêmicos ou locais (spray, inalantes ou pastilhas) – prejuízo na percepção proprioceptiva e nos ajustes finos da articulação e da voz e diminuição da sensibilidade dolorosa.
(Continuação abaixo)  
Escrito por Izabel Viola às 18h07
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Continuação (II parte) - A Influência dos Medicamentos na Voz.
IV. Tônus Muscular
1) a musculatura inspiratória e expiratória - diminuição da capacidade vital e do tempo de fonação, prejuízo da pressão subglótica comprometendo a intensidade e a qualidade vibratória.
2) musculatura abdominal - tempo de emissão e estabilidade do som.
3) musculatura laríngea e cervical - modifica a altura da laringe, alongamento e encurtamento das ppvv e a eficiência do fechamento glótico. O aumento de massa nas ppvv e/ou no trato ressonantal faríngeo gera voz mais grave e rouca. O aumento de tônus (por rigidez ou hiperconstrição) resultará em voz mais aguda, de qualidade estridente e /ou ásperas.
4) musculatura articulatória - precisão dos fonemas e da musculatura do esfíncter velofaríngeo (alteração de ressonância, ou seja, excessiva nasalização).
Diminuição de estrógeno - redução de massa do músculo tireoariteinoideo (leva a fenda fusiforme típica) na menopausa causa maior fadiga vocal e agravamento da voz.
Aumento de testosterona – (carcinoma de mama, endometriose) - aumento de massa muscular e diminuição da tensão - virilização da voz: redução da freqüência fundamental e de harmônicos.
Corticóides - (asmáticos) fraqueza e fatigabilidade muscular – fonastenia
Aspartato arginina - aumento da massa muscular
V. Vibração
Antihistaminicos, doses elevadas vitamina C (ressecamento), betabloqueadores, diuréticos, drogas antidepressivas e antitussígenas - Má lubrificação gera secreção espessa - mais aderente, podendo ocasionar sensação de corpo estranho, pigarro ou tosse e dificuldades na articulação. Acúmulo de líquido no espaço de Reinke – prejuízo na vibração e rebaixando o pitch.
Beta bloqueadores - aumento do volume das ppvv.
Antiinflamatórios não hormonais e anticoncepcionais orais – predispõe a hematomas das ppvv, quando associado ao abuso vocal.
Final do texto
Escrito por Izabel Viola às 18h07
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| 08/11/2006 |
Efeitos da Contaminação Atmosférica sobre a Voz. Estudo na cidade do México em grupos de alto risco
Comentarista da Conferência no I Congresso Luso-Brasileiro de Otorrinolaringologia, IV Congresso Brasileiro de
Laringologia e Voz e II Encontro Brasileiro de Canto
03 de dezembro de 1997
São Paulo - SP
Diversos trabalhos com voz profissional no Brasil apontam para o alto índice de fumantes e queixas ligadas ao ressecamento das vias aéreas superiores: boca seca, coceira, secreção espessa e ardor, mas não há dados que relacionam diretamente tal ressecamento com a poluição ambiental. Num trabalho com profissionais da voz realizado por mim, verificamos que, com o uso de líquidos mornos ou quentes, ingeridos ou usados como gargarejo, os entrevistados relataram sensações corporais de (1) desobstrução da região oral e faríngea (descritas como, abre a garganta, aumento dos espaços, liberta uma coisa presa, descongestiona, desincha, solta e limpa a secreção); (2) ressecamento (boca seca, gosma grossa) e (3) hidratação (saliva fica fluída, lubrifica a garganta) e higienização (refresca, desinfeta).
Devemos discutir a questão dos métodos de pesquisa para investigarmos se as alterações vocais estão relacionadas de fato com a poluição do ar, com quais componentes dela e a gravidade de cada um. Minha hipótese é que estes dados não devem ser alarmantes, mas sim existentes, visto o comportamento sazonal dos poluentes (valores de O3 são mais altos na primavera) e variação dos horários e duração dos episódios dos níveis críticos são relacionados às condições meteorológicas (vento, umidade e temperatura). No Brasil, o ano de 1997 foi um ano de muita seca.
No período crítico para a dispersão dos poluentes (de maio a agosto, no inverno), os jornais divulgaram notícias alarmantes sobre o aumento das doenças respiratórias e oculares, tanto que a CETESB prolongou a operação rodízio na cidade de São Paulo.
A CETESB (COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL) relaciona as seguintes substancias com efeito direto na mucosa do trato respiratório:
OZONIO - ressecamento da mucosa com irritação e desordem no transporte do muco; envelhecimento precoce, danos na estrutura pulmonar e facilita infecção respiratória.
DIOXIDO DE NITROGENIO E ENXOFRE - produzem irritação e causam coceira no nariz e garganta e dor de garganta
ENXOFRE - (VARIAÇÃO DE SENSIBILIDADE INDIVIDUAL) - exposição prolongada causa morbidade cardiovascular em pessoas idosas.
Estes dados são suficientes para indicar que o ressecamento das vias aéreas superiores deva merecer mais atenção dos fonoaudiólogos e médicos que se dedicam ao estudo da voz.
Escrito por Izabel Viola às 21h09
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| 05/11/2006 |
FERREIRA, L. P.; VIOLA, I. C. Era Uma Vez ... A Voz. São Paulo: Pró-Fono, 2000.
A escassez de material, que na prática clínica pudesse auxiliar o fonoaudiólogo a tratar de crianças com problemas de voz, mobilizou as professoras Léslie Piccolotto Ferreira e Izabel Cristina Viola a criarem histórias em verso e prosa que, ao serem contadas ou cantadas, trazem à cena os diferentes aspectos que compõem a voz humana. Esses aspectos vão sendo apresentados em várias situações de uso, possibilitando que leitores de qualquer idade, mergulhem no mundo da imaginação infantil, fazendo das histórias uma nova possibilidade de criação.
http://www.profono.com.br http://www.livrariarodelu.com.br
Escrito por Izabel Viola às 20h06
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| 24/09/2006 |
Som e sentido, caminho de mão dupla.
Publicado no jornal O Tablóide, ano1, n. 11, set 2006, Jacareí SP
Os sons têm forte influência sobre o psiquismo, desde sempre. Se numa época, os sons da natureza eram tidos como manifestações do divino e de seus deuses, ora temidos, ora não, em outros tempos, a música ofereceu ao homem a possibilidade do encontro com o divino. Os grandes compositores arranjam as notas e seus arranjos, emocionam. E a fala? O que os sons da fala, independentes dos arranjos em unidades, transmitem?
Canto e fala, ambos, realizados pela voz humana, são o som projetado no espaço em forma de onda, acolhido pelo ouvido e interpretado pelo cérebro.
Da fisiologia corporal, a voz é produzida no laringe pela vibração das pregas vocais provocada pelo ar expelido dos pulmões, mas que sem a articulação da boca e o comando cerebral, seria apenas um som. Os sons têm valor na comunicação e não são exclusivos do homem. Todos os animais se comunicam com sons não verbais e movimentos corporais, mas a linguagem verbal, ou seja, a linguagem sonorizada em palavras foi fruto da evolução do cérebro nas espécies.
Pela linguagem sonorizada os homens se comunicam e se relacionam. Dizem coisas uns aos outros. Contudo, ao falar os homens, de forma menos explicita, falam de si. Muitos elementos da fala evidenciam as características psicológicas, sociais e culturais do locutor. Vejamos alguns deles:
A pronúncia dos sons e o vocabulário podem revelar a origem geográfica e a classe social do falante, como o /r/ intercalado de porta ser típico do carioca ou do interior de São Paulo.
A voz revela intenções e emoções. Por ser dinâmica, flexível e adaptável, a voz molda as frases e transmite emoções conscientes e inconscientes como ocorre, por exemplo, ao se falar um simples Alô (ao se telefonar). É possível ao ouvinte inferir se o falante está alegre, triste, cansado, com pressa, contrariado etc.
Estes sentidos são dados pelo tipo e dinâmica da voz empregada nas palavras pela entoação, pausas, velocidade e intensidade. É a música da voz.
As emoções que a voz nos causa remontam nossa história de vida e provocam sensações no corpo, muitas vezes, indescritíveis e particulares. Algumas referências são mais unânimes outras não. Há maior consenso na definição de voz tensa, suave, triste, infantil e apertada, do que vozes sensual, antipática e viril, que são impressões mais subjetivas.
Quando as palavras não combinam com dinâmica, elas causam impressões contraditórias e estranheza, que podem ser traduzidas na conhecida frase: não é o que você disse, mas sim como você disse!
Desta forma, a expressividade da fala é a possibilidade de usar os sons de forma simbólica, traçando paralelos e associações, com os símbolos com que convivemos na cultura e que ficam arraigados em nosso consciente e inconsciente.
O som faz sentido e o sentido faz som. Do som, novos sentidos se produzem, os quais produzirão novos sons... E assim, continuamente... Em conversas entre pessoas, sentidos vão sendo construídos com as palavras se alinhavando nos silêncios. Os sentidos perpassam as formas sonoras nos sons, no canto e na fala.
Escrito por Izabel Viola às 17h49
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EFEITO EXPRESSIVO DAS VARIANTES ESTILÍSTICAS DO /r/
São Paulo, Revista Intercâmbio, v.XV, 2006 - http://www.pucsp.br/pos/lael/intercambio/pdf/Viola.pdf
ABSTRACT: This work discusses the stylistical uses of the /r/ variation orally expressed in the poem “I-Juca Pirama”. The variation can evolve as a dynamic unit in a continuum (friction-vibration) by using a multiple alveolar trill and a glottal fricative when manifesting anger and sadness in the speech.
KEYWORDS: Articulatory gestures; Phoneme /r/; Stylistics; Variants.
O objetivo deste trabalho é discutir os usos estilísticos das variantes do fonema /r/ na interpretação em forma de ato teatral, do poema “I Juca Pirama”, de Gonçalves Dias, por um ator profissional. No Português Brasileiro, o fonema /r/ ocorre no início e final de sílaba, em ataque e coda. Quando em posição medial de palavra entre vogais, opõe-se ao /ɾ/ (carro-caro, por exemplo), mas quando em posição de coda silábica, essa oposição desaparece. São condicionantes das variações da pronúncia do /r/ os fatores lingüísticos, extralingüísticos e paralingüísticos. Neste trabalho, o foco é nas variantes determinadas por aspectos paralingüísticos, mais especificamente, investigar o uso das variantes de /r/, em relação à expressão de emoções e atitudes. Concluímos que a variante /r/ tomada como unidade dinâmica, como um gesto articulatório que pode variar num contínuo entre a fricção e a vibração (inclusive com mais ou menos vibrações) está ao dispor da expressividade do locutor. Esta flexibilidade articulatória põe o som em evidência e permite ao locutor simbolicamente materializar suas emoções deslizando entre dois pólos. De um lado, expressa a agressividade no alongamento de uma variante vibrante e marca suas batidas fortemente. No pólo oposto, expressa a tristeza usando numa variante fricativa glotal, que enfraquece e desaparece suavemente.
Escrito por Izabel Viola às 11h51
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PRECEITOS, CONSEQÜÊNCIAS E SUGESTÕES NO ENTENDIMENTO DA EXPRESSIVIDADE ORAL
In: XIII Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, 2005, Santos - SP.
Parte II- continuação do texto anterior
Particularizando o vínculo entre fala e voz, não é possível pensar em uma sem pensar na outra. A dissociação só se justificaria se as características fonéticas dos sons pudessem ser determinadas sem ser a partir da sincronização entre o gesto glotal e os articuladores. Pode-se entender que os termos “expressividade da fala” e “expressividade da voz” são usados não porque se pense em fala dissociada da voz, mas em decorrência de maior ênfase, em alguns aspectos prosódicos (acentuais, entoacionais, ritmo, taxa de elocução e pausas) ou em qualidade de voz. Defendo a adoção do termo expressividade oral, por não carregar uma ou outra acepção (fala-voz), mas por se referir “ao som que sai da boca” (etimologicamente do radical latino os, oris ”boca”). Em outras palavras, ao som composto por uma gama de freqüência de vibração (harmônicos e ruídos), que se realiza em espaços de tempo, que é moldado articulatoriamente, que se projeta com determinada intensidade em direção ao espaço e que se realiza no ouvido do outro, com as propriedades acústicas integrando as palavras. Deve ser considerado nas ações fonoaudiólogicas o conceito de gênero do discurso primário (familiar e cotidiano) e secundário (retórico, cientifico, literário, ideológico, etc) (Bakthtin,1997). Na Fonoaudiologia, o gênero foi não explicitado dessa forma, mas foi referido como linguagem coloquial e profissional e, posteriormente também, como variações estilísticas em diferentes tarefas de fala (Viola, 2003), ou seja, variações de fala em diferentes gêneros. Como os gêneros são enunciados relativamente estáveis do ponto de vista temático, composicional e estilístico são esperadas variações na expressão oral intra-sujeito na mudança de gênero, como já conhecemos. Agora o desafio tem sido estudar as variações estilísticas de um individuo em textos de um mesmo gênero e as variações estilísticas de um gênero intersujeitos. Portanto, o uso do conceito bakthiniano nos ajuda entender as diferentes áreas de pesquisa e atuação. Não se deve enveredar por caminhos de treinamento da expressividade oral, onde haja dissociação da expressão, do sentido e da situação de comunicação, em busca de normas e padrões, como os descritos e preconizados coletivamente nos treinamentos de oratória. Esses focam as situações de comunicação e as ações do orador, como se todos oradores se expressassem da mesma forma e fossem beneficiados pelas mesmas regras e normas. Tanto na pesquisa como na atuação em assessoria ou clinica fonoaudiológica, as ações do fonoaudiólogo com a expressividade devem instrumentalizar e proporcionar situações de autoconhecimento.
Referências Bibliográficas
Bakhtin MM. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes; 1997.
Fónagy I. La vive voix. Paris: Payot; 1983.
Laver J. Principles of phonetics. Cambridge: Cambridge University Press; 1994.
Viola IC. Estilos de fala em diferentes usos profissionais. In: XI Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia; 2003; Ceará. Anais. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 2003.
Escrito por Izabel Viola às 11h35
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PRECEITOS, CONSEQÜÊNCIAS E SUGESTÕES NO ENTENDIMENTO DA EXPRESSIVIDADE ORAL
In: XIII Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, 2005, Santos - SP.
Parte I - ver continuação
Durante a conversação três tipos de informações transitam entre os interlocutores (Laver, 1994). As informações indexicais (do tipo índice, segundo a classificação semiótica de Pierce) acompanham o () e revelam as c (, as as , . Os usam ainda as informações s do canal visual (movimentos de cabeça e contato de olho) e da própria fala (entoação e sincronismo) para . Essas informações atendem as necessidades expressivas do locutor. A palavra “expressão” carrega os sentidos de apertar com força (espremer) e o significado de reproduzir (representar, retratar, exprimir, dizer, expor e enunciar claramente). Dessa forma, a definição de Fónagy (1983), quando diz que a expressão é ex-pressão ou eliminação de tudo o que cria tensão é muito pertinente. Do ponto de vista do falante, o objetivo da expressão é eliminar as tensões internas (natureza sintomática) e neste processo, reproduzir tais tensões em comportamentos (natureza simbólica), que se manifestam por meio de signos visuais, auditivos e táteis. As gestualidades oral e corporal são integradas não só em movimentos evidentes (como os da face, das mãos, cabeça e do restante do corpo), mas também em posturas e movimentos mais sutis da glote e dos articuladores. Um gesto reforça o outro. A incompatibilidade ou a não simultaneidade entre os gestos ou entre os gestos e o sentido do discurso revelam e reproduzem o conflito do falante. Por exemplo, o pregador que eleva a cabeça e olha ao redor durante a fala emocionada de uma oração; um acusado que mantém esboçado um sorriso no rosto; um orador com gama entoacional restrita que se movimenta demais no espaço, ou ainda, um orador de voz áspera numa situação de fala educacional. A gestualidade oral alia-se a natureza motivada dos fonemas e as modificações prosódicas para compor o simbolismo da expressividade oral. É a simbolização acústica de fenômenos não acústicos, como ocorre quando determinados segmentos (vogais e consoantes) e suprassegmentos (padrões de entoação, qualidade de voz, variações de duração, loudness e continuidade) são escolhidos para representar propriedades dos objetos (tamanho, cor, espessura, peso, textura, etc), sexo (como vogais masculinas e femininas), atitudes (carinho, erotismo) e emoções. Nessa área um vasto campo de pesquisa abre-se e nos dá base para entender a miúde a construção da expressividade. A interpretação semântica da palavra por fenômenos acústicos é um dos pilares. Citando alguns exemplos: o alongamento vocálico em palavras como “longe”, “enorme” e “lindo”; o uso de uma voz suave e aguda na palavra “meigo”; o uso de voz grave e curva entoacional plana na frase “noite lúgubre e medonha” ou a realização de ataque vocal brusco ou bloqueio no /t/ na palavra “entalar”. Contudo, sentido similar também pode ser atribuído pelo uso desses recursos acústicos (alongamento, qualidade de voz, entoação e tensão articulatória) em palavras e frases onde a informação semântica não esteja explicitada. Exemplo mais óbvio destes casos é a ironia. Deste ponto de vista, não se deve atribuir ao termo “expressividade” somente as qualidades de alegria, confiança, dinamismo, credibilidade e/ou naturalidade. Esses ressaltam somente um aspecto da fala expressiva, o aspecto positivo, em detrimento da transmissão de emoções e atitudes de natureza negativa.
Escrito por Izabel Viola às 11h34
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Estilos de fala em diferentes usos profissionais
In: XI Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia; 2003; Ceará. Anais. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 2003.
Dentre os trabalhos produzidos na área de voz profissional no Brasil, encontramos alguns que marcam as diferenças entre as falas coloquial e profissional. As bases teóricas dessa discussão vêem da Lingüista, que registra as diferenças nos estilos de fala para diversas situações de comunicação (persuasão, narração, informação e leitura) e da Fonoaudiologia, pelos trabalhos de Ferreira (1989, 1990, 1995), que discute a relação voz e os papéis sociais desempenhados no dia-a-dia.
O estilo é considerado uma marca do individual que o falante deixa na sua atividade de fala pelas escolhas lingüísticas que realiza para veicular sentido, e, portanto, neste elo indissociável entre forma e conteúdo, ele resgata a individuação e variabilidade do código, a incorporação do social e do afetivo.
O objetivo deste trabalho é analisar os estilos de fala em diferentes sujeitos estando esses em diferentes tarefas de fala: padre ao ministrar as missas para os adultos, jovens e crianças, durante a leitura e a pregação; político em comício, reunião, debate na TV e no parlatório; locutor de rodeio na interação com a platéia, na oração, agradecimento e narração do rodeio propriamente dito; pastor evangélico durante “sessão de descarrego” e a oração; feirante e operador de telemarketing durante as falas persuasivas, informativas e decoradas. Essas situações de pluralidade de expressão no mesmo falante foram registradas, em vídeo, e analisadas visual e auditivamente.
A diferença do uso da fala não ocorre somente entre o uso profissional e coloquial, mas há mudanças estilísticas em vários parâmetros da fala e da voz numa analise intra-sujeitos quando considerado a situação de comunicação (local, assunto e tipo de publico). O estilo oral é realizado com a combinação e variação de muitos fatores prosódicos e gramaticais, entre eles: dentro os quais são destacados: entoação; taxa de elocução; uso e o tempo de ocorrência das pausas preenchidas, silêncios e alongamentos de sons; qualidade da voz, tipo e grau de fluência; fala hipo e hiperarticulada; intensidade; escolha do vocabulário e da gramaticalidade; reduções segmentais e proeminências dadas no discurso.
A assessoria fonoaudiológica aos profissionais da voz deve considerar as questões estilísticas fora do âmbito da norma e da categorização genérica analisando todos os usos profissionais da fala de seus clientes.
Escrito por Izabel Viola às 11h23
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Voz e Ambiente
In: Anais do V Congresso Internacional, XI Congresso Brasileiro e I Encontro Cearense de Fonoaudiologia, Fortaleza, 2003.
Oficina realizada durante as comemorações do Dia Mundial da Voz, em São José dos Campos, SP. Objetivos: a voz e seu relacionamento com a poluição sonora e do ar; ergonomia, planejamento vocal para o trabalho e estresse auditivo, corporal, vocal e emocional. Publico alvo não direcionado.
Objetivos específicos: Buscar referencias internas de agradável e desagradável através dos sentidos e do corpo. Vivenciar e informar-se sobre os cuidados da voz. Discutir experiências pessoais.
Objetivos instrucionais: Atividades realizadas de olhos fechados para evitar inibição.
Ruído:
Sons que geram tensão e estresse X relaxamento e alivio
1. Escutar e escrever (composição de sons intensos, repetitivos semelhantes aos encontrados em industrias). Suscitou: ansiedade, medo, aflição, pavor, incomodo etc.
2. Escutar e discutir (composição de sons suaves encontrados na natureza). Suscitou relaxamento, tranqüilidade e paz.
3. Escutar e discutir (composição de sons encontrados na rua), suscitou a presença de sons agradáveis ou desagradáveis no cotidiano.
4. Escutar e escrever (composição de sons encontrados casa), suscitou a falta de voz humana.
5. Escutar e falar com e sem tampão auditivo uma seqüência de sons: rock sem tampão, som do rock com tampão, som clássico com tampão e som clássico sem tampão. suscitou que o som bom continua bom mesmo com tampão; som mascara a fala sendo preciso gritar.
Ergonomia – perceber posturas boas X ruins; postura X produção do som
Atividade de percepção corporal (postura, respiração e tensão) sob comando do orientador - Estatua – em posição de boa e ma confortabilidade.
Poluição do ar
Discutir efeitos da poluição e poeira X respiração bucal; água; temperatura.
Atividade de respiração bucal para provocar ressecamento (Cachorrinho) e em seguida beber água. Discutir temperatura (frio) e vento.
Estresse
Vivencia ao longo de toda oficina.
Planejamento vocal
Discussão de folder relacionando os itens trabalhados à sua profissão.
Esta atividade foi modificada por falta de tempo, mas poderia se melhor aproveitada se fosse mantido o planejado, ou seja, separação em grupos para discussão de tópicos do uso da voz no seu trabalho e o que poderia fazer para melhorar. Apresentação do planejamento pelos integrantes do grupo e entrega do folder ao final.
Escrito por Izabel Viola às 11h22
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Biossegurança: Proposta para o Estabelecimento de Rotina em Audiologia. Viola, IC; Biasi, CL. Pôster apresentado e publicado nos anais do X Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, Belo Horizonte, 2002.
A partir do artigo Souza; Tanigute&Tripple (2000) e da recomendação CFFa n. 004 (de julho de 2001), tornou-se necessário o desenvolvimento da percepção de risco em diferentes atividades profissionais da Fonoaudiologia e discutir os procedimentos pessoais e ambientais apropriados para proteção, em particular, do Audiologista.
Assim, com o objetivo de promover este debate, propomos etapas na rotina de trabalho em Audiologia que visem a proteção e promoção de saúde do profissional e de seu paciente.
A metodologia da pesquisa iniciou com a realização de um levantamento bibliográfico em Biossegurança. Este possibilitou a elaboração conjunta de um protocolo de rotinas para diferentes áreas da Audiologia, que posteriormente foi testado na prática diária de trabalho das dezessete fonoaudiólogas do curso de Especialização em Audiologia da Universidade. Após os debates promovidos no grupo estas rotinas foram sendo adaptadas.
A proposta final no estabelecimento das rotinas em Biossegurança para Audiologia abrange todas as áreas, a saber: Audiologia Clínica em procedimentos de Audiometria e Imitanciometria; Indicação e Adaptação de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), Vestibulomentria; Potencial de Tronco Encefálico (BERA) e Emissões Otoacústicas; Audiologia Ocupacional e Atendimento Hospitalar á Neo-natal.
Apresentamos estratégias a serem usadas em cinco momentos: na higiene pessoal e imunização do profissional, no inicio e no final de cada atendimento, entre pacientes, na limpeza geral da clinica e consultórios e na higiene dos materiais e instrumentos usados nos exames. Por fim, apresentamos uma proposta sobre os produtos a serem usados na desinfecção de materiais e superfícies, a freqüência e modo de realização da limpeza.
Concluindo, a proposta tem se mostrado eficaz e de fácil aplicação. Neste momento que a Biossegurança desponta ao Fonoaudiólogo como uma nova área de estudo e pesquisa é necessário discutir e desenvolver hábitos para a segurança do profissional e de seu cliente pertinentes á prática da área.
Os interessados em receber a tabela onde descrevemos os materiais, a freqüência e modo de realização da limpeza escrevam para mim. 
Escrito por Izabel Viola às 11h17
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| 15/09/2006 |
A CARREIRA DOCENTE E ALTERAÇÃO VOCAL: dados de freqüência, início e quantidade de fala diária
In: X CONGRESSO BRASILEIRO DE FONOAUDIOLOGIA, Belo Horizonte, 2002
Assim, concluímos que problemas vocais foram relatados em 60% de professores da rede Municipal, que utilizavam a fala por quatro horas diárias em ambiente profissional. Estes ocorreram várias vezes ao ano e se iniciaram mais freqüentemente no quinto ano de trabalho.
Escrito por Izabel Viola às 14h32
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É possível desenvolver sua capacidade de falar bem? e ao público?
De minha autoria, escrito para o Jornal Sentir, em 2002.
Esta é uma pergunta muito freqüente para os que necessitam dar palestras e apresentar trabalhos, seja numa empresa ou numa escola; àqueles que sentem que deixam a desejar às pessoas que convivem com ele pois são freqüentemente mal compreendidos ou sempre devem repetir. Comum ainda, àquelas pessoas tímidas para falar à mais de três já sente-se entre uma multidão e àquelas que de fato apresentam um bloqueio.
Sim. É possível nos conhecermos como falantes, distinguir situações de comunicação que nos rodeia e desta busca nos aprimorar e ficar mais satisfeitos.
Esta “arte” é antiga e vem se modificando com o decorrer dos séculos – a Oratória. Entendamo-la hoje de forma muito diferente do que antigamente, quando a oratória era aprender a discursar de modo empolado. Tão empolado que nós, simples mortais, não podíamos entender o que o orador dizia. Hoje entendemos a oratória como o estudo do falar ao público articulando o orador e suas características pessoais com o contexto de uso da fala, isto é, hoje sua concepção integra o discurso, a fala, a voz, as emoções do “dizer”, o ouvinte, a técnica e o local da apresentação.
Estes vários fatores quando interligados, poderão ser rearranjados de formas diferentes e trabalhados para resultar em melhor desempenho. Vivemos numa sociedade que valoriza demais a forma de expressão e sem duvida, ainda pensamos que os tem boa “lábia” são os que melhores se dão. Esta é uma verdade parcial, porque nem todas as profissões requerem bons oradores; depois o mau caratismo e a desonestidade também podem ser identificados por outros meios que não a fala, como há especialistas no assunto! Além do que o sujeito só compra aquilo que o convence, que o persuadi... não sendo integral a responsabilidade do que vende.
Ainda bem não! Porque se fosse tão fácil aprender a convencer os outros, agente estaria perdido pelos deslizes no senso critico e pela responsabilidade de sempre convencer os outros! É importante lembrar que há coisas que jamais faremos por melhor falante que formos, mas há outras que, sem duvida, podemos não perder ou ganhar ... é o caso quando nos expressamos mal.
Então, é preciso entender o conjunto e a interação das características pessoais e do contexto onde vivemos. É preciso ter domínio no assunto que tratamos... ninguém pode ser bom falante num território desconhecido. Mas falar requer mais... uma articulação clara e expressão, por exemplo. Se o outro não nos entende ou nós não o entusiasmamos, como vamos despertar nele o desejo de nos ouvir e quem sabe “comprar” nossas idéias! Para isso nossa fala não deve ser “para dentro” e nem de forma monótona. Lembre-se de caprichar na dicção, de dar entonação e falar em altura compatível com o ambiente.
E o corpo? O que fazer com as mãos e pés? Devemos mexê-los... mas não demais ou, ficar duro. Andar um pouquinho é bom mas ficar prá lá e prá cá provoca desatenção. E as caretas e rugas na testa? Bom, nestas coisas também o melhor é o equilíbrio. Veja-se e critique-se no espelho ou em um filme-se.
Entretanto lembre-se o tipo de público que estamos abarcando: como convencer crianças que doce não é bom? Assim, a fala deve ser direcionada a interesses. O local e o tipo de apoio técnico que iremos usar pode ajudar ou atrapalhar. Lembre-se que professores e palestrantes usam apoio escrito em forma de folheto, retroprojetor ou computador.... estes apoios nos ajudam a organizar, não se perder e deixar o “branco” nos invadir.
Assim, o desenvolvimento pessoal requer auto–conhecimento, treinamento e preparação. Podemos portanto, melhorar a forma de organizar o discurso, a expressividade e nos fazer entender, o que reverte nas relações pessoais e profissionais.
Mão á obra!!! Boa sorte!
Escrito por Izabel Viola às 14h09
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